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terça-feira, 12 de maio de 2009

Gold Coast – 3º Dia: Nimbin e Surfers Paradise

Acordamos no dia 27, sexta-feira, e toda a programação foi por água abaixo com a enrolação do povo. Nós éramos em 7, mas não tinha como todo mundo ir ao mesmo tempo pra Nimbin. E os 3 (Tiago, Meiço e Augusto) tinham que estar de volta antes das 3 da tarde. O problema é que demorava 2h entre ir pra Nimbin e voltar pra Byron Bay, e seriam feitas 4 viagens (2 de ida e 2 de volta). Logo, havia toda uma logística envolvida para que pudéssemos ir os sete, curtir juntos em Nimbin e depois deixar os mlqs em Byron e seguir viagem pra Surfers Paradise, um plano ousado, que acabou não dando certo e causando confusões hehehe


Na noite anterior, definimos quem faria cada viagem nas duas idas e o horário que sairíamos. Porém, o povo ficou enrolando pra tomar o café da manhã (que na verdade era pago, mas estava lá na mesa então todo mundo comeu de graça, achando que era café da manhã do albergue e justo quando eu fui comer o cara da recepção veio falar que aquilo era pago e não era nosso uahauhauahauha) e acabaram saindo atrasados. Ficamos eu e o Guilherme no albergue enquanto o resto foi pra Nimbin. Aproveitamos pra entrar um pouco na internet e fazer o check-out. Depois de pouco mais de 2h, o Gustavo e o Léo voltaram e então fomos os quatro pra Nimbin.


A estrada pra Nimbin é bem perigosa. Em alguns trechos não há marcação na pista, o que dificulta na hora de ter noção do espaço do carro, já que a direção é do lado contrário e você tem todo o resto do carro à sua esquerda, e, além disso, em alguns momentos a pista é totalmente estreita, com espaço pra pouco mais de um carro, em uma pista de duas mãos.


Chegando à Nimbin, deu pra sentir a loucura que era aquele lugar. Nimbin é um vilarejo com uma população estimada de 352 habitantes (valeu Wikipédia), onde a apologia às drogas, especialmente a cannabis, não tem limites. Pra entender melhor do que se trata: http://en.wikipedia.org/wiki/Nimbin,_New_South_Wales


Como a cidade é basicamente uma rua, em uma hora você conhece tudo por lá. Fomos ao Museu de Nimbin e em várias lojas de nome sugestivo, tais como: Hemp Bar, Happy High Herbs, Bringabong, dentre outros e aproveitamos pra tirar várias fotos. Vale a visita pq dificilmente você verá algo tão bizarro em outro lugar do mundo uahauahauhauahuah


Algumas fotos de Nimbin!


Como o Gustavão queria continuar lá curtindo a vibe, resolvi então pegar o carro pra levar os mlqs pra Byron. O problema é que eu ainda não tinha dirigido e pegaria o carro por cerca de 120km, logo no trecho mais perigoso: a estrada entre Nimbin e Byron. Pior, já era quase 14h e os mlqs tinham que estar antes das 15h em Byron. Saímos em direção à Byron e o primeiro susto: ainda acostumando com a direção do carro e com a estrada, numa curva um pouco mais fechada o carro deu uma derrapada e por pouco não pega um carro que vinha no sentido contrário. A sorte é que os dois estavam devagar, mas o susto já serviu pra deixar mais atento e depois foi só alegria. Chegamos exatamente às 3h em Byron, despedimos dos mlqs que em poucos dias já estariam voltando pro Brasil e voltamos pra Nimbin. Chegando lá fizemos um lanche e seguimos rumo à próxima parada: Surfers Paradise!!!


Chegando em Surfers!!!


No caminho de Surfers Paradise, paramos em Coolangatta, próximo à praia onde iria rolar o WCT de Gold Coast, primeira etapa do campeonato mundial de surf (um dos motivos de termos ido naquela época). Ligamos pro Adriano, um amigo da nossa flatmat Ju, que morava em Gold Coast e iria nos ajudar a nos virar por lá. E o cara foi um brotherzaço lá pra gente mesmo.


Viajando! Coolangatta


Fomos então pra Surfers e nos encontramos com ele em frente ao Hard Rock Café. Ele falou pra irmos à casa dele caso quiséssemos tomar banho pra depois sair pra duas baladas que ele tinha cortesia: Sin City e The Bedroom. Tomamos banho os quatro na casa dele e fomos pra rua das baladas em Surfers.


A rua das baladas em Surfers!


Corremos pra pegar o carimbo das duas, já que a cortesia era até as 23h, daí mal entramos em uma já saímos pra pegar o carimbo da outra hehehe E assim poderíamos ficar revezando entre as duas boates. A Sin City era legalzinha e teve até um desfile lá, de um concurso que tava rolando. A The Bedroom era muito fera e no dia estava bem mais cheia. O DJ era cabuloso e o ambiente era fera, com várias camas espalhadas pela boate. E o nosso parceiro Adriano era um show à parte uahauahuaha Um dos mais sem noção que já conheci pra chegar na mulherada. Ele chegava pra todas e falava: “Hi guys” uahauhauah dizia que se falasse “Hi girls!” elas não dariam moral (?!?)... Vai entender uahuahauhauha


Saímos lá pelas 4 da balada, cansadaços, lanchamos no Hungry Jack’s e fomos pra casa do Adriano (que conseguiu que nós 4 dormíssemos lá de graça) descansar, já que no outro dia era dia de bateria do WCT de Gold Coast!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Gold Coast – 2º Dia: Byron Bay

Acordei no dia seguinte pouco depois das 8h, totalmente arrebentado. O dia estava excelente, o sol forte e nenhum sinal de nuvem. O único problema é que nem Léo, nem Guilherme, nem Gustavo davam sinal de que iriam acordar em breve hehehe O jeito foi esperar um pouco. Saí do carro, dei uma caminhada pra esticar, voltei pro carro e nada do povo acordar. Já passava de meia hora que eu tava acordado e comecei a ficar agoniado pra achar logo um backpacker e ir pra praia. Resolvi começar a fazer barulho dentro do carro, mexer nas coisas e depois de uns 15min deu resultado e eles começaram a acordar uahauhauahuahau


Não demorou muito e encontramos o YHA. Já tinha escutado falarem muito bem desse YHA, da rua Carlyle se não me engano, e realmente era muito bom lá. Decidimos ficar eu, Léo e Guilherme no único quarto disponível, que seria só nosso, enquanto o Gustavo preferiu economizar e dormir no carro*. Reservamos o quarto e o cara nos falou pra voltar pelas 11h que era o horário do check-in. Fomos comprar as coisas pra tomarmos café da manhã e depois de muito rodar atrás de uma vaga onde não fosse necessário pagar, paramos o carro e quando olhamos pro lado... Meiço, Tiago e Augusto parados lá uahauhauahauha


Fomos então os 7 pro Woolworths comprar algumas coisas e nos deparamos com a tiazinha maluca, uma hipponga que falava um monte de coisas sem nexo e ainda confundia Brasil com Chile com Espanha (???) uahauhauah Tomamos o tradicional café em cima do capô do carro mermo, deixamos nossas coisas no YHA e fomos pra praia. Chegando lá por volta de meio-dia, conhecemos umas canadenses e ficamos jogando bola com elas, pegamos um mar (por sinal, a água lá é excelente e a praia mil vezes melhor que qualquer uma de Sydney) e partimos pra caminhada rumo ao Cape Byron Lighthouse, que passava por praias incríveis, vistas sensacionais e o famoso ponto mais ao leste da Austrália, com direito a bruscas mudanças de tempo, onde períodos de chuva forte e sol queimando alternavam-se a cada 15 minutos (basta reparar bem nas fotos).




Voltamos da caminhada por volta das 4 e pouquinho e chegamos no Woolworths mortos de fome pouco depois da 5. Rachei um frangão cabuloso com o Tiago, depois nos preparamos pra sair e ficamos trocando idéia lá no albergue. Saímos procurando alguma balada massa, ficamos um tempo na Cocomangas, bem mais ou menos (o único fera foi um bafômetro que tinha na parede perto da saída da balada, que pra variar, indicou o Guilherme como o mais torto e ainda mandou o recado: DANGER... DANGER... hehehe) e depois fomos descansar, já que no próximo dia... Nimbin nos esperava.



Canibalismo!!! Frango comendo frango


*No fim do dia, acabou que o Gustavo foi dormir com a gente no quarto, de penetra, já que o quarto era pra 4 pessoas mesmo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Gold Coast – 1º Dia

Bom, antes de começar a contar sobre a viagem pra Gold Coast, queria avisar que me mudei, estou sem internet em casa até o momento e por isso demorei tanto tempo pra atualizar o blog. Ainda mais morando a 10min andando da praia, fica mais difícil ainda criar coragem pra escrever o tanto que escrevo. Enfim, desculpa dada, espero que os assíduos leitores não deixem de freqüentar o blog hehehe

Antes ainda de começar propriamente a saga, queria dizer que essa viagem pra Gold foi planejada, mas apenas parcialmente, já que não reservamos nenhum lugar pra ficar em nenhum dos sete dias e era alta temporada. Dito isso...


Dia 25, quarta-feira, acordamos as 8h e o Léo e o Gustavo foram buscar o carro enquanto eu e o Guilherme fazíamos as compras, preparávamos alguns sanduíches pra viagem e terminávamos de arrumar os últimos detalhes. Só pra começar bem a viagem, depois de um tempão enrolados até pegar o carro, os mlqs conseguiram ir parar no aeroporto, que não tem nada a ver com a direção da nossa casa, graças à ajuda do GPS que eles ainda estavam aprendendo a usar uhauahauha (esse foi só um dos vários perrengues que passaríamos por conta do GPS).


Eu e nosso fusquinha, parceiro de viagem hehehe Adaptando ao novo lado da direção!!


Início da viagem pra Gold


Enfim, conseguimos sair de casa pouco depois de meio-dia e demoramos mais cerca de 1h até sairmos da city. Fomos então rumo a nossa primeira parada: Newcastle. Se não me engano, Newcastle é a segunda cidade mais antiga da Austrália, ou segunda em alguma outra coisa hehehe


Estrada saindo de Sydney


Chegando em Newcastle


Um dos carros populares daqui hehehe


Chegamos lá por volta das 15:30 e pedimos informação pra saber onde ficava o Queens Wharf. O Queens Wharf é o porto de Newcastle, e ficava do outro lado da rua, bem na nossa frente auhauahuaa Demos umas voltas com o carro pra achar estacionamento, tiramos algumas fotos nesse porto e como não tinha nada de mais, seguimos viagem*.


Eu, Léo e o Gustavo ao fundo bolinando a estátua hehehe


Queens Wharf


Seguimos pra Port Macquarie, onde um amigo do Gustavão tinha dito pra ele que tinha um pôr do sol irado. Porém, estava chovendo muito e ficando tarde, então decidimos seguir pra Coffs Harbour. Como a chuva não parava, paramos pra abastecer e resolvemos lanchar dentro do carro mesmo. Deu um tempinho, a chuva aliviou e fomos pra Coffs Harbour.

Chegamos em Coffs Harbour por volta das 22h e então decidimos ir direto pra Byron Bay e tentar achar um lugar pra dormir. Paramos na estrada pro Gustavo ir no banheiro e aproveitamos e tiramos umas fotos no posto com um camarão gigante que tinha lá uahuahauha


Seguraaa!


Chegamos em Byron Bay por volta de 1 da manhã, com várias festas rolando na rua principal lá. Byron é uma cidade pequena, bem estilo de praia mermo. Resolvemos então ligar pro Meiço pra ver se nos encontrávamos com ele, Augusto e Tiago, que a essa altura já estariam certamente lá. O esquema de ligar pro celular do Meiço furou, já que o celular dele é o mesmo do Brasil e tentando ligar pra Embratel antes de ligar pra ele não estava dando certo. Então era esperar que eles nos ligassem pra tentar nos encontrar lá no outro dia.

Colocamos no GPS alguns backpackers e fomos atrás procurar (grande idéia procurar backpacker depois de 1 da manhã, como se alguma recepção fosse estar aberta). Encontramos um com um segurança na porta e ele nos explicou que a maioria dos backpackers só aceitava gente a partir das 7 da manhã, mas que a gente poderia tentar achar algo em Balina, uma cidade um pouco maior perto de Byron. E aí que tivemos a primeira grande dúvida da viagem: ir pra uma outra cidade depois de um dia inteiro viajando ou dormir no carro? E optamos pelo mais confortável... dormir no carro.

Antes de contar como foi o drama, peço que imaginem 4 adultos dormindo num carro, sendo que um deles (eu, no caso) com 2,05m espremido entre o banco e o painel do carro.

Pois bem, decidido que dormiríamos no carro, precisávamos agora achar um lugar pra estacionar o carro, já que a maioria era tudo pago e corríamos o risco de que policiais chegassem a qualquer hora da manhã e nos mandassem seguir viagem. Depois de uma meia hora ou um pouco mais rodando pela cidade, achamos um lugar embaixo de uma árvore e tentamos ficar por lá. Descemos do carro, começamos a arrumar os lençóis no carro pra tapar o sol pela manhã, daí percebemos que passava um monte de gente por ali saindo das festas e logo depois percebemos que tinha uns mil mosquitos no lugar uahauahuahauah Entramos rápido no carro, mas era tarde, o carro tava infestado de pernilongo uhauahuahau Ficamos uns 20min andando com o carro com os vidros abertos e espantando os mosquitos, enquanto procurávamos outro lugar. Entramos numa rua que parecia bem tranqüila, residencial, e resolvemos arriscar ficar por ali. Mais uma vez arrumamos os lençóis no carro e dessa vez parecia tudo certo. Não tinha mais mosquitos e não passava praticamente ninguém por ali. Agora era “só” dormir. Hora de arrumar um jeito “confortável” pra 4 pessoas dormirem no carro. Depois de muita discussão arrumamos e a única duvida agora era: abrir os vidros e arriscar entrar um monte de mosquito de novo ou deixar só um pouco aberto e deixar o carro abafado. Nessa hora eu dormi, já passando das 3 da manhã...


*Depois de um tempo descobrimos que Newcastle tem várias praias iradíssimas, mas como é perto de Sydney, basta alugar um carro por uns 2 dias que podemos ir lá novamente.